Outra coisa sobre a qual eu preciso falar... O Vasco!
O que foi aquilo que o Hélio dos Anjos fez ontem?
Vamos raciocinar: o time precisava vencer 7 de 11 partidas a serem disputadas daqui até o final do brasileiro. Euller fora, Juninho sentindo a marcação e mesmo a falta do Euller. A bola não estava chegando no Romário. O melhor jogador de meio / frente era, sem dúvidas, o Léo Lima (esse garoto é bom de bola).
Tomamos o primeiro gol. Normal. O jogo não estava mesmo muito bom pra gente. Mas num lance ridículo o Géder fez um pênalti absurdo e foi expulso.
O Géder merece punição por isso, pois foi infantil. E o segundo gol desestabilizou a equipe.
Até aí, são coisas que acontecem nas partidas. Normal...
Aí veio a substituição: João Carlos (zagueiro) no lugar de Léo Lima. Recapitulando: o time precisando vencer e perdendo de 2x0, o cara me tira o melhor jogador de ligação do time.
Ora, perdido por 2x0 ou 10x0 dá no mesmo, são 3 pontos a menos...
Primeiro, o pênalti aconteceu no final do primeiro tempo - daria para esperar o intervalo para mexer.
Segundo, poderia tirar o Rafael, colocar o João Carlos, atrasar os homens de marcação do meio (Donizete e Fabiano) transformando um deles no terceiro zagueiro e completar o meio de campo com Léo Lima e Gilberto - Juninho e Romário na frente. Estou louco?
O tal do esquema com 3 zagueiros só é ruim no time do Felipão, que joga com três zagueiros e dois cabeças de área (ou seriam de bagre) de marcação. Aí fica mesmo difícil fazer gol...
Mas, voltando a falar do Vasco, é isso que dá derrotar um time por 7 a 1 e em seguida contratar o treinador perdedor... Existe isso?
quinta-feira, outubro 11, 2001
Ontem eu fui abordado por uma pessoa no sinal. Um jovem, negro, vestindo calças jeans e uma camisa de malha azul que estendeu a mão para dentro do carro para me comprimentar enquanto falava:
- Bom dia, meu nome é "fulano" (não me lembro), tudo bem com o senhor?
E eu, apertando sua mão, respondi:
- Tudo bem. E você?
- Tudo bem, graças a Deus. Bom, senhor, eu tenho AIDS e espero que o senhor não tenha nenhum tipo de preconceito. - e me mostrou um crachá onde só consegui ler "Prefeitura de Vitória" e ver uma daquelas fitinhas vermelhas de campanhas de combate à AIDS. Ele continuou:
A Prefeitura está nos cerdenciando a pedir ajuda nas ruas, e este crachá é provisório. O motivo é que não existem remédios para o tratamento da AIDS nas farmácias públicas e por isso eu gostaria de contar com a sua ajuda, dentro do possível.
Eu estava realmente sem dinheiro, peguei tudo que tinha (uma nota de R$ 1,00) e dei a ele.
Até agora não sei dizer qual foi minha reação. Por um lado, me percebi uma pessoa sem preconceito. Eu não senti absolutamente nada diferente por ter apertado a mão dele, e acho que isso nunca havia acontecido comigo - não que eu tivesse consciência. Por outro lado, o fato de ter ficado impressionado (mesmo que positivamente) com a abrodagem me deixou uma dúvida - será que isso não é, no fundo, um preconceito?
Eu precisava falar sobre isso... Falei, pronto.
- Bom dia, meu nome é "fulano" (não me lembro), tudo bem com o senhor?
E eu, apertando sua mão, respondi:
- Tudo bem. E você?
- Tudo bem, graças a Deus. Bom, senhor, eu tenho AIDS e espero que o senhor não tenha nenhum tipo de preconceito. - e me mostrou um crachá onde só consegui ler "Prefeitura de Vitória" e ver uma daquelas fitinhas vermelhas de campanhas de combate à AIDS. Ele continuou:
A Prefeitura está nos cerdenciando a pedir ajuda nas ruas, e este crachá é provisório. O motivo é que não existem remédios para o tratamento da AIDS nas farmácias públicas e por isso eu gostaria de contar com a sua ajuda, dentro do possível.
Eu estava realmente sem dinheiro, peguei tudo que tinha (uma nota de R$ 1,00) e dei a ele.
Até agora não sei dizer qual foi minha reação. Por um lado, me percebi uma pessoa sem preconceito. Eu não senti absolutamente nada diferente por ter apertado a mão dele, e acho que isso nunca havia acontecido comigo - não que eu tivesse consciência. Por outro lado, o fato de ter ficado impressionado (mesmo que positivamente) com a abrodagem me deixou uma dúvida - será que isso não é, no fundo, um preconceito?
Eu precisava falar sobre isso... Falei, pronto.
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